No dia em que eu deixar de viver, morrí.
Parece obvio... mas é por isso mesmo que eu vivo, vivo,vivo, vivo...
Por isso, no dia em que eu morrer, haja ainda gente que se lembre destas coisas.
Haja ainda gente que me tenha conhecido bem - é que realmente espero viver muitos anos mais, tenho imensos projectos, há muitas coisas que quero fazer, sitios onde quero ir, mas principalmente, devo dizer que adoro viver, tenho gozado a vida o mais e melhor que tenho sabido e podido e estou a aprender a aproveitá-la cada vez mais.
Houve tempos em que perdí muito tempo, mas é que nessa altura eu ainda tinha muitas coisas básicas que aprender. Ao contrário de toda a gente, eu aprendi primeiro as coisas difíceis e tive imensa dificuldade em aprender as coisas fáceis. Uma bizarrice como outra qualquer, mas quem aos seus se parece honra merece - a minha familia está cheia de gente exótica como eu.
Sucede que agora sinto que finalmente reuní cá dentro uma boa mistura destes dois aspectos e isso abre-me maravilhosos horizontes de infinitas possibilidades. As ideias e as vontades fervem na minha cabeça e na alma, duma forma irresistível.
Imaginem, adoro luxos como a minha mãe e ao mesmo tempo, não preciso de nada como o meu pai. Dar produz em mim muita alegría e devo dizer que recebo muito constantemente.
A vida surpreende-me sempre porque me oferece com frequência aspectos novos, oportunidades, pessoas lindas, descobertas valiosíssimas, ideias divertidas, amigos valiosos, momentos sublimes, presentes que vou abrindo a cada passo do caminho.
A minha vida tem sido uma espécie de cruzeiro de luxo pelos sítios mais belos, exóticos e exclusivos que o mundo tem para nós. Por isso, quando eu deixar de viver, espero que os companheiros de viagem que ainda cá estiverem, só digam adeus e não tenham pena, foi só que a viagem, como todas, chegou ao seu fim.
El Universo tiene muchos recursos, tiene todos los recursos. Gracias a la vida por darme entusiasmo, amor por la gente, pasión por las imágenes y las ideas y Fé y por ser capáz de creer que todo lo que nace en deseo dentro de mi puede tornarse realidad. Gracias a mis padres por recordarme permanentemente todo lo bueno que tengo y por insistentemente creer en mi.
31 de agosto de 2009
NA VIDA
NA VIDA
Originalmente "Na praia", dedicado ao quadro do mesmo nome que oferecí à minha irmã Alexandra.
Este poema sou mesmo eu....na vida, na minha vida.
Só posso dizer de mim que sómente sou.
Não sou daqui, nem de lá,
Não sou de parte alguma.
Fico pouco tempo,
ou fico muito,
Mas enquanto estou,
Estou onde fico inteiramente.
Vivo, aprendo,
sofro, rio, amo,
Pertenço.
Um segundo,
dois dias,
Alguns meses,
dois anos,
Tanto faz.
A medida do tempo
é a qualidade daquilo que vivemos.
A minha vida terá sido longa
Se valeu a pena
E, se assim foi,
terei sido feliz.
Originalmente "Na praia", dedicado ao quadro do mesmo nome que oferecí à minha irmã Alexandra.
Este poema sou mesmo eu....na vida, na minha vida.
Só posso dizer de mim que sómente sou.
Não sou daqui, nem de lá,
Não sou de parte alguma.
Fico pouco tempo,
ou fico muito,
Mas enquanto estou,
Estou onde fico inteiramente.
Vivo, aprendo,
sofro, rio, amo,
Pertenço.
Um segundo,
dois dias,
Alguns meses,
dois anos,
Tanto faz.
A medida do tempo
é a qualidade daquilo que vivemos.
A minha vida terá sido longa
Se valeu a pena
E, se assim foi,
terei sido feliz.
26 de agosto de 2009
Gracias
A veces en la vida recibes un portazo!
Lo increiblemente asombroso es que de inmediato se abren verdaderos portones.
Hoy han pasado tantas cosas buenas todas juntas que es imposible no darse cuenta de que la mano divina ha concertado el cosmos para abrirme nuevos horizontes y posibilidades. Mis hijos mayores reciben ofertas de trabajo estupendas, a mi se me presentan dos alternativas que pueden hacer cambiar mi vida para siempre, mi mama tuvo un dia excelente, varios de mis amigos me ofrecen su casa- otros vienen a dejarme porque no tengo auto, otro viene a buscarme para una clase que es sumamente nutritiva en estos momentos.
Siempre he sabido que Dios existe y debo decir que hoy ha sido uno de esos días donde se ha hecho presente en forma absolutamente evidente.
Gracias, gracias, gracias.
Lo increiblemente asombroso es que de inmediato se abren verdaderos portones.
Hoy han pasado tantas cosas buenas todas juntas que es imposible no darse cuenta de que la mano divina ha concertado el cosmos para abrirme nuevos horizontes y posibilidades. Mis hijos mayores reciben ofertas de trabajo estupendas, a mi se me presentan dos alternativas que pueden hacer cambiar mi vida para siempre, mi mama tuvo un dia excelente, varios de mis amigos me ofrecen su casa- otros vienen a dejarme porque no tengo auto, otro viene a buscarme para una clase que es sumamente nutritiva en estos momentos.
Siempre he sabido que Dios existe y debo decir que hoy ha sido uno de esos días donde se ha hecho presente en forma absolutamente evidente.
Gracias, gracias, gracias.
23 de agosto de 2009
AMÉM
Hoje foi um desses días duros, difíceis.
Assumir a perda de bens que me custou muito trabalho adquirir, o esforço de lucidez na toma de decisões para obter o melhor resultado possível dentro do cenário da perda, a sensação de nudez absoluta, suster-se na força que surge despida de qualquer pilar externo, onde a dúvida não surge simplesmente porque não cabe, tudo isto é dura prova para o espírito.
E, ao lado de tudo isto que é preciso gerir, tenho a minha filha mais nova, companheira solidária nestes últimos anos da minha vida... e tenho um emprego de que gosto, não suficientemente estável, e que precisa de mim num estado de energía, entusiasmo e alegría.
Tenho de repensar todo o meu esquema de vida e terei de tomar drásticas decisões.
Torno a dar graças a Deus por muitas coisas:
Pela minha Josefina porque consegue sempre dar a volta e envolver-me na sua compreensão e no seu abraço.
Dou graças pelos amigos, e pelos famila-amigos. Comove-me quão generosos conseguem ser. Aconteça o que acontecer, estão sempre ao lado.
Agradeço ter nascido com esta capacidade de fazer face à tempestade e conseguir entusiasmar-me pensando criativamente nas alternativas.
Agradeço aos Céus por me mostrarem que há sempre portas que se abrem quando outras se fecham.
E muito especialmente agradeço aos meus pais porque me ensinaram a descobrir tudo isto.
Rezem para que tudo resulte o melhor possível.
Amanhã será o primeiro día do resto da minha vida.
Amém.
Assumir a perda de bens que me custou muito trabalho adquirir, o esforço de lucidez na toma de decisões para obter o melhor resultado possível dentro do cenário da perda, a sensação de nudez absoluta, suster-se na força que surge despida de qualquer pilar externo, onde a dúvida não surge simplesmente porque não cabe, tudo isto é dura prova para o espírito.
E, ao lado de tudo isto que é preciso gerir, tenho a minha filha mais nova, companheira solidária nestes últimos anos da minha vida... e tenho um emprego de que gosto, não suficientemente estável, e que precisa de mim num estado de energía, entusiasmo e alegría.
Tenho de repensar todo o meu esquema de vida e terei de tomar drásticas decisões.
Torno a dar graças a Deus por muitas coisas:
Pela minha Josefina porque consegue sempre dar a volta e envolver-me na sua compreensão e no seu abraço.
Dou graças pelos amigos, e pelos famila-amigos. Comove-me quão generosos conseguem ser. Aconteça o que acontecer, estão sempre ao lado.
Agradeço ter nascido com esta capacidade de fazer face à tempestade e conseguir entusiasmar-me pensando criativamente nas alternativas.
Agradeço aos Céus por me mostrarem que há sempre portas que se abrem quando outras se fecham.
E muito especialmente agradeço aos meus pais porque me ensinaram a descobrir tudo isto.
Rezem para que tudo resulte o melhor possível.
Amanhã será o primeiro día do resto da minha vida.
Amém.
17 de agosto de 2009
À PROCURA
Aponto todas as ideias que me vêm à cabeça, passo revista às histórias reais que já vivi ou acompanhei. Muitas delas, a maior parte, não posso contar.
Preciso de encontrar uma que sirva de eixo central para poder desenvolver a escrita que prometi. Já adormecí várias noites encima do teclado do meu notebook...
Entretanto escreví cinco contos curtos para o concurso "Santiago en Cien Palabras", não os posso publicar aqui porque devem ser inéditos... E também não servem à promesa feita ao nosso Chef de Famille...
Preciso de encontrar uma que sirva de eixo central para poder desenvolver a escrita que prometi. Já adormecí várias noites encima do teclado do meu notebook...
Entretanto escreví cinco contos curtos para o concurso "Santiago en Cien Palabras", não os posso publicar aqui porque devem ser inéditos... E também não servem à promesa feita ao nosso Chef de Famille...
16 de agosto de 2009
As miúdas foram embora. Fartei-me de chorar!
Fiz-lhes um almoço maravilhoso, salmão grelhado em molho de manteiga e aneto, blinis de batatas e beringelas assadas. De sobremesa crepes recheados com ganash de chocolate e acompanhados com natas. Adoraram.
Ontem estiveram com os amigos cá em casa até às 6 da manhã e eu partilhei com eles até por volta das duas horas. Novamente me sentí feliz ouvindo ao de longe, as conversas e risos de toda aquela gente nova, a minha casa cheia de vida, a minha filha partilhando com todos .
Hoje foi uma azáfama de fazer malas, pesar sacos, tentar fazer caber tudo. Foi mesmo à justa, tudo ficou pronto á hora do almoço. Essas foram as nossas últimas conversas, recordar coisas divertidas que aconteceram, explicar de receitas, promessas de futuras visitas.
Fizemos umas últimas fotografias, eu de robe e pijama e a Josefina a pontos de sair para almoçar com o pai. Então foram buscar uns presentes que tinham comprado para nós, oh meu Deus, deram-me duas pulseiras maravilhosas e um colar lindíssimo a condizer. Fiquei tão comovida que o nó na garganta começou a instalarse e as lágrimas a surgir e daí para a frente já não consegui conter-me.
É taõ bonito encontrar pessoas lindas, é uma sorte ter tido a oportunidade de partilhar durante dois meses com estas filhas postiças que resultaram ser duas pessoas fantásticas.
Estes são presentes excepcionais que a vida nos oferece de vez em quando e que tornam as nossas vidas muito mais ricas.
Que grande sorte a minha...
Fiz-lhes um almoço maravilhoso, salmão grelhado em molho de manteiga e aneto, blinis de batatas e beringelas assadas. De sobremesa crepes recheados com ganash de chocolate e acompanhados com natas. Adoraram.
Ontem estiveram com os amigos cá em casa até às 6 da manhã e eu partilhei com eles até por volta das duas horas. Novamente me sentí feliz ouvindo ao de longe, as conversas e risos de toda aquela gente nova, a minha casa cheia de vida, a minha filha partilhando com todos .
Hoje foi uma azáfama de fazer malas, pesar sacos, tentar fazer caber tudo. Foi mesmo à justa, tudo ficou pronto á hora do almoço. Essas foram as nossas últimas conversas, recordar coisas divertidas que aconteceram, explicar de receitas, promessas de futuras visitas.
Fizemos umas últimas fotografias, eu de robe e pijama e a Josefina a pontos de sair para almoçar com o pai. Então foram buscar uns presentes que tinham comprado para nós, oh meu Deus, deram-me duas pulseiras maravilhosas e um colar lindíssimo a condizer. Fiquei tão comovida que o nó na garganta começou a instalarse e as lágrimas a surgir e daí para a frente já não consegui conter-me.
É taõ bonito encontrar pessoas lindas, é uma sorte ter tido a oportunidade de partilhar durante dois meses com estas filhas postiças que resultaram ser duas pessoas fantásticas.
Estes são presentes excepcionais que a vida nos oferece de vez em quando e que tornam as nossas vidas muito mais ricas.
Que grande sorte a minha...
10 de agosto de 2009
Desafio
O meu pai fez-me um desafio: escrever a sério.
Um senhor de Mirandela fez um lindo e estimulante comentario a um dos meus escritos neste blogue. Pensei que talvez este leitor anónimo seria também o meu querido progenitor procurando, nesse anonimáto, transmitir e validar, o real apreciar da minha escrita.
Se assim foi, agradeço na mesma. Como digo no subtítulo do meu blogue, agradeço ao meus pais por persistentemente acreditar nos meus talentos. Nunca terei de mais ninguém essa amorosa fé que me anima e me empurra na coragem de todas e cada uma das coisas que faço e já fiz na vida.
E se o meu leitor de Mirandela realmente existe, devo dizer-lhe que me comove que alguém que leu algo e gostou, dedique alguns momentos a transmitir tão amáveis impressões. Obrigada. Muito obrigada. Espero um desdes dias poder contar-lhe que finalmente tenho algo suficientemente extenso para publicar.
O desafio tem várias facetas.
A primeira é a disciplina perante a tarefa. E tarefas tenho várias que devo cumprir para garantir a subsistencia minha e da familia. Restam-me as horas da noite, depois das onze ou da meia-noite, que é quando finalmente consigo acabar todas as lides domésticas que me esperam ao chegar do meu emprego. Bem... cá estou a criar o hábito neste sentido, sempre fui pássaro nocturno, pode ser que o prazer da meta cumprida supra o roubo ao sono. Seja o que Deus quiser!
A segunda é procurar uma história, um eixo central desde onde desenvolver e contar tantas coisas que tenho visto, sentido, pensado, observado, concluido, enfim, onde tentar transmitir aquelas pequenas gotas de sabedoría e de conhecimento da natureza humana, que vamos lentamente adquirindo ao longo da vida. Esta última tem-me resultado mais difícil. Há tempo que reflito sobre isto e tento encontrar esse tal fio conductor. Estou a experimentar com uma dessas histórias.
No fim de contas todas as expressões artísticas são linguagems, formas de expressão que o artista escolhe por ser aquela que melhor lhe permite exprimir o que sente ou o que quer transmitir. No meu caso, normalmente preciso de transmitir o que sinto e são as coisas que sinto o que se transforma em necesidade de comunicar. Como pintora os pinceis e as cores preenchem e conseguem lá chegar embora às vezes não são suficientes e tenho de acrescentar um poema, ou um pequeno texto nalgumas obras.
Pintar e escrever a sério, qualquer uma delas, são trabalho a tempo inteiro.
O meu desafio pessoal tem sido sempre ter de trabalhar muito para financiar a vida cotidiana e no meio disso, pôr cá fora e usar os talentos que Deus me deu. Deve haver alguma finalidade, alguma aprendizagem importante que devo conseguir compreender, porque a base económica me tem custado sempre imenso trabalho e no fim estou tão cansada que não consigo suficiente espaço, tempo e energía para o que realmente gosto de fazer. Muitas vezes não sei para onde me virar primeiro, palavra que é verdade.
Mas a vida passa, a minha e a dos meus pais. E eu sinto que tenho uma dívida para com eles neste sentido, dívida que é também para comigo, eles só tentam que não me esqueça para que algum dia eu possa plenamente ser. Adorava poder dar-lhes a satisfação de ver um dia esse sonho cumprido.
Aceitei o desafio Pai. Aceitei.
Mais uma vez,
OBRIGADA.
Um senhor de Mirandela fez um lindo e estimulante comentario a um dos meus escritos neste blogue. Pensei que talvez este leitor anónimo seria também o meu querido progenitor procurando, nesse anonimáto, transmitir e validar, o real apreciar da minha escrita.
Se assim foi, agradeço na mesma. Como digo no subtítulo do meu blogue, agradeço ao meus pais por persistentemente acreditar nos meus talentos. Nunca terei de mais ninguém essa amorosa fé que me anima e me empurra na coragem de todas e cada uma das coisas que faço e já fiz na vida.
E se o meu leitor de Mirandela realmente existe, devo dizer-lhe que me comove que alguém que leu algo e gostou, dedique alguns momentos a transmitir tão amáveis impressões. Obrigada. Muito obrigada. Espero um desdes dias poder contar-lhe que finalmente tenho algo suficientemente extenso para publicar.
O desafio tem várias facetas.
A primeira é a disciplina perante a tarefa. E tarefas tenho várias que devo cumprir para garantir a subsistencia minha e da familia. Restam-me as horas da noite, depois das onze ou da meia-noite, que é quando finalmente consigo acabar todas as lides domésticas que me esperam ao chegar do meu emprego. Bem... cá estou a criar o hábito neste sentido, sempre fui pássaro nocturno, pode ser que o prazer da meta cumprida supra o roubo ao sono. Seja o que Deus quiser!
A segunda é procurar uma história, um eixo central desde onde desenvolver e contar tantas coisas que tenho visto, sentido, pensado, observado, concluido, enfim, onde tentar transmitir aquelas pequenas gotas de sabedoría e de conhecimento da natureza humana, que vamos lentamente adquirindo ao longo da vida. Esta última tem-me resultado mais difícil. Há tempo que reflito sobre isto e tento encontrar esse tal fio conductor. Estou a experimentar com uma dessas histórias.
No fim de contas todas as expressões artísticas são linguagems, formas de expressão que o artista escolhe por ser aquela que melhor lhe permite exprimir o que sente ou o que quer transmitir. No meu caso, normalmente preciso de transmitir o que sinto e são as coisas que sinto o que se transforma em necesidade de comunicar. Como pintora os pinceis e as cores preenchem e conseguem lá chegar embora às vezes não são suficientes e tenho de acrescentar um poema, ou um pequeno texto nalgumas obras.
Pintar e escrever a sério, qualquer uma delas, são trabalho a tempo inteiro.
O meu desafio pessoal tem sido sempre ter de trabalhar muito para financiar a vida cotidiana e no meio disso, pôr cá fora e usar os talentos que Deus me deu. Deve haver alguma finalidade, alguma aprendizagem importante que devo conseguir compreender, porque a base económica me tem custado sempre imenso trabalho e no fim estou tão cansada que não consigo suficiente espaço, tempo e energía para o que realmente gosto de fazer. Muitas vezes não sei para onde me virar primeiro, palavra que é verdade.
Mas a vida passa, a minha e a dos meus pais. E eu sinto que tenho uma dívida para com eles neste sentido, dívida que é também para comigo, eles só tentam que não me esqueça para que algum dia eu possa plenamente ser. Adorava poder dar-lhes a satisfação de ver um dia esse sonho cumprido.
Aceitei o desafio Pai. Aceitei.
Mais uma vez,
OBRIGADA.
9 de agosto de 2009
Despedidas
Despedidas
Estas duas miúdas estiveram dois meses na minha casa.
Residentes nos Estados Unidos, uma delas alemã de origem rumeno e a outra nascida em Sri Lanka.
A minha casa encheu-se de vida, a minha cozinha tornou a ser aquele atelier laboratório maravilhoso onde dou largas á imaginação e à criatividade perante este maior público e mais orçamento – que melhor paraíso?
A Sandra, mais reservada e timidamente linda, uma alma que suspeito está envolta em solidões maiores do que é capaz de perceber ou contar, frágil por essas inconsistências, carente e doce perante o gesto mais simples das pequenas coisas que lhe dedico.
A Moshini, pele de azeitona, olhos maravilhosos na elegância que sua herança tem, é um ser perfeitamente belo, uma sensibilidade perfeita e delicada, um espírito sem feridas e sensatez natural. Olhar para ela é sentir a certeza de estar perante alguém que será sempre feliz. Ela é transparente e ao mesmo tempo sólida, consistente.
Daqui a poucos dias voltarão aos Estados Unidos e eu vou ficar desolada…
Na sexta-feira passada disse-lhes para convidarem o resto do grupo cá para casa, ficaram felizes e aceitaram. Cá veio a miudagem toda, eram por volta de dezoito. Compraram bebidas e coisas várias, jogaram ás cartas, agradeceram-me imenso ter podido organizar a pequena festa aqui.
Desde o meu quarto ouvia os risos, as gargalhadas, o abrir do frigorífico, o barulho do gelo nos copos, as apostas nos jogos, os retalhos de conversas.
Sentia-me tão feliz! Que bom ter toda esta vida na minha casa! Toda esta gente nova contente, gozando duma noite à vontade numa casa dum país estrangeiro.
Estavam mesmo contentes, e eu, ouvia-os sem propriamente conseguir dormir por causa do barulho, mas sentindo-me como se estivesse a dormitar numa espreguiçadeira á beira do mar, ao som das ondas, nesses momentos onde a vida se manifesta completamente cheia de vida na sonolência bendita da consciência plena de estar a viver um momento único, de privilegio total.
A vida oferece-nos constantemente belos presentes...!
No dia seguinte encontrei a sala e a cozinha impecáveis, primorosamente arrumadas, limpas, como se nada ali tivesse acontecido.
Ai que saudades que eu vou ter destas duas miúdas!
Estas duas miúdas estiveram dois meses na minha casa.
Residentes nos Estados Unidos, uma delas alemã de origem rumeno e a outra nascida em Sri Lanka.
A minha casa encheu-se de vida, a minha cozinha tornou a ser aquele atelier laboratório maravilhoso onde dou largas á imaginação e à criatividade perante este maior público e mais orçamento – que melhor paraíso?
A Sandra, mais reservada e timidamente linda, uma alma que suspeito está envolta em solidões maiores do que é capaz de perceber ou contar, frágil por essas inconsistências, carente e doce perante o gesto mais simples das pequenas coisas que lhe dedico.
A Moshini, pele de azeitona, olhos maravilhosos na elegância que sua herança tem, é um ser perfeitamente belo, uma sensibilidade perfeita e delicada, um espírito sem feridas e sensatez natural. Olhar para ela é sentir a certeza de estar perante alguém que será sempre feliz. Ela é transparente e ao mesmo tempo sólida, consistente.
Daqui a poucos dias voltarão aos Estados Unidos e eu vou ficar desolada…
Na sexta-feira passada disse-lhes para convidarem o resto do grupo cá para casa, ficaram felizes e aceitaram. Cá veio a miudagem toda, eram por volta de dezoito. Compraram bebidas e coisas várias, jogaram ás cartas, agradeceram-me imenso ter podido organizar a pequena festa aqui.
Desde o meu quarto ouvia os risos, as gargalhadas, o abrir do frigorífico, o barulho do gelo nos copos, as apostas nos jogos, os retalhos de conversas.
Sentia-me tão feliz! Que bom ter toda esta vida na minha casa! Toda esta gente nova contente, gozando duma noite à vontade numa casa dum país estrangeiro.
Estavam mesmo contentes, e eu, ouvia-os sem propriamente conseguir dormir por causa do barulho, mas sentindo-me como se estivesse a dormitar numa espreguiçadeira á beira do mar, ao som das ondas, nesses momentos onde a vida se manifesta completamente cheia de vida na sonolência bendita da consciência plena de estar a viver um momento único, de privilegio total.
A vida oferece-nos constantemente belos presentes...!
No dia seguinte encontrei a sala e a cozinha impecáveis, primorosamente arrumadas, limpas, como se nada ali tivesse acontecido.
Ai que saudades que eu vou ter destas duas miúdas!
4 de agosto de 2009
Dormir
O dia passa a correr – frase tão gasta…. É meia noite e só agora acabei as minhas tarefas domésticas. Fiz duas vezes jantar, para hoje e para amanhã – dois dos meus grandes amigos anunciaram visita e seria muito apertado deixar a preparação toda para depois de chegar do emprego.
È nestas horas tardias da noite onde poderia escrever a toda a gente, por cá fora tudo o que sinto, pensar… só que estou exausta e amanha começo o dia cedo .
Olho para os meus pincéis, coitados, à minha espera, olho para as telas que ainda não comprei porque não pude, olho para o tempo que não me sobra e sinto um cansaço enorme. Não estou triste, só estou muito cansada. Vou para a cama. Dormir.
È nestas horas tardias da noite onde poderia escrever a toda a gente, por cá fora tudo o que sinto, pensar… só que estou exausta e amanha começo o dia cedo .
Olho para os meus pincéis, coitados, à minha espera, olho para as telas que ainda não comprei porque não pude, olho para o tempo que não me sobra e sinto um cansaço enorme. Não estou triste, só estou muito cansada. Vou para a cama. Dormir.
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Clarissa - vamos que se puede
El final del invierno está cerca
La casa de vidrio
Vean la casa de vidrio que encontré
Es preciosa y da para sacar ideas. El único inconveniente para mi es que necesito una pared con buenas posibilidades de exponer bastantes cuadros, mi próxima casa será mi taller y tambien mi galeria.
Mas bien será un taller galeria que me cobijará.
Claro, no puedo olvidar la cocina... siempre importante para mi y... al menos un fouton y una chaise longue para algun invidatido, o no?
Lograré meter todo esto en unos 70 metritos???
Bueno, que rayos, yo la sueño con de todo lo que me gusta, una buena cocina, harto meson...
Una buena muralla para exponer, pocas paredes divisorias, solo cortavistas y, obvio, el baño cerrado pero, ése sí, con vista.
El baño es un lugar de placer así que tambien tiene que estar bien pensado, me gustan los baños de espuma a la luz de la luna. Hum..., tambien me gustan las duchas, veremos qué pasa. Me gustaria separar la zona wc del resto del baño, para que las visitas no tengan que usar todo mi baño cuando lo tenga que prestar.
La cocina abierta al estar, con una buena isla-comedor que sirva de enlace, apoyo, bar. Todo tiene que tener harta onda.
El espacio de taller tiene que poder integrarse, separado por algun medio tabique pero a la vez integrado. Situado entre el estar y mi espacio de dormir. Juntaré plata para una tv plasma.
Qué rico es ir construyendo la casa a la distancia, la voy imaginando, solo falta que Sisso le dé forma!
Mas bien será un taller galeria que me cobijará.
Claro, no puedo olvidar la cocina... siempre importante para mi y... al menos un fouton y una chaise longue para algun invidatido, o no?
Lograré meter todo esto en unos 70 metritos???
Bueno, que rayos, yo la sueño con de todo lo que me gusta, una buena cocina, harto meson...
Una buena muralla para exponer, pocas paredes divisorias, solo cortavistas y, obvio, el baño cerrado pero, ése sí, con vista.
El baño es un lugar de placer así que tambien tiene que estar bien pensado, me gustan los baños de espuma a la luz de la luna. Hum..., tambien me gustan las duchas, veremos qué pasa. Me gustaria separar la zona wc del resto del baño, para que las visitas no tengan que usar todo mi baño cuando lo tenga que prestar.
La cocina abierta al estar, con una buena isla-comedor que sirva de enlace, apoyo, bar. Todo tiene que tener harta onda.
El espacio de taller tiene que poder integrarse, separado por algun medio tabique pero a la vez integrado. Situado entre el estar y mi espacio de dormir. Juntaré plata para una tv plasma.
Qué rico es ir construyendo la casa a la distancia, la voy imaginando, solo falta que Sisso le dé forma!
