14 de septiembre de 2009

Lisboa, Natal de 2006

Já faz quase tres anos...

Era véspera de Natal. O pequeno supermercado do bairro, o mais barato da zona, tem sempre aquele cheirinho acolhedor a pão quente. As caras vão sendo as mesmas quando lá se vai com frequência. As pessoas mais velhas, principalmente as senhoras, costumam ir entre as 10 e as 11 da manhã – já fizeram as limpezas e agora vêm buscar os ingredientes para o almoço.

- Este ano não se pode, que é que se há-de fazer… olhe, não dá.
- Pois não vizinha, este ano não dá para jantar de Natal. Será como outro dia qualquer e pronto! Tenho pena mas… está tudo muito caro, não se pode.

Aquelas mulheres portuguesas, na sua modéstia extrema, povo acostumado a privações e a resignação, distribuem como podem os seus poucos euros fazendo milagres á base de pão, e sopa de qualquer coisa. Assim se vai matando a fome, e este ano esquecerão os sonhos, o bolo-rei, as broas, o bacalhau, isso adiado sabe-se lá até quando. Presentes nem pensar… São pessoas muito boas mas estão muito sós.

As ruas estão enfeitadas e não consigo esquecer a cena do supermercado. Esta resignação triste, pobres pessoas, este país está na bancarrota, há contrastes que me doem. Não tenho muito dinheiro mas consigo com mais ou menos ginástica, fazê-lo render de forma a conseguir gozar da vida. Também tenho uma atitude diferente, e custa-me compreender esta forma de aceitar que a própria vida vá ficando cada vez mais sem nada.

As festas têm de ser celebradas, como for, mesmo sem nada. Sempre se pode cantar, conversar, rir, partilhar. O problema deste tipo de pobreza é o isolamento. As pessoas já esqueceram convidar para partilhar, já esqueceram o poder da alegria, o poder da solidariedade. Pão, coentros, alhos e azeite já dão para fazer uma festa – e tudo se transforma quando se junta a família, se convidam os vizinhos e cada um traz o que tem.

A gente de África é assim, não há tristeza.
A modéstia partilhada, a alegria e a convivência torna as pessoas mais ricas, as almas não perdem o sorriso, permanecem sãs e tudo é mais fácil quando se goza a vida.

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Clarissa - vamos que se puede

Clarissa - vamos que se puede
El final del invierno está cerca


La casa de vidrio

La casa de vidrio

Vean la casa de vidrio que encontré

Es preciosa y da para sacar ideas. El único inconveniente para mi es que necesito una pared con buenas posibilidades de exponer bastantes cuadros, mi próxima casa será mi taller y tambien mi galeria.

Mas bien será un taller galeria que me cobijará.
Claro, no puedo olvidar la cocina... siempre importante para mi y... al menos un fouton y una chaise longue para algun invidatido, o no?
Lograré meter todo esto en unos 70 metritos???

Bueno, que rayos, yo la sueño con de todo lo que me gusta, una buena cocina, harto meson...
Una buena muralla para exponer, pocas paredes divisorias, solo cortavistas y, obvio, el baño cerrado pero, ése sí, con vista.
El baño es un lugar de placer así que tambien tiene que estar bien pensado, me gustan los baños de espuma a la luz de la luna. Hum..., tambien me gustan las duchas, veremos qué pasa. Me gustaria separar la zona wc del resto del baño, para que las visitas no tengan que usar todo mi baño cuando lo tenga que prestar.

La cocina abierta al estar, con una buena isla-comedor que sirva de enlace, apoyo, bar. Todo tiene que tener harta onda.

El espacio de taller tiene que poder integrarse, separado por algun medio tabique pero a la vez integrado. Situado entre el estar y mi espacio de dormir. Juntaré plata para una tv plasma.

Qué rico es ir construyendo la casa a la distancia, la voy imaginando, solo falta que Sisso le dé forma!